Fundos de Investimentos: Gestão profissional do seu dinheiro

Atualizado: Jun 23

Investir em Fundos de investimentos é sem dúvida uma das escolhas mais assertivas em investimentos, primeiro pela sua eficácia, risco controlado e gestão profissional, e segundo pela diversidade de fundos disponíveis no mercado.


Vamos falar das principais famílias de Fundos, mas antes vamos entender o que é um fundo de investimento.



Um fundo de investimento é uma forma de aplicação financeira, formada pela união de vários investidores que se juntam para a realização de um investimento financeiro, sendo constituído tal qual um condomínio, visando um determinado objetivo ou retorno esperado, dividindo as receitas geradas e as despesas necessárias para o empreendimento. A administração e a gestão do fundo são realizadas por especialistas contratados.

Vamos falar sobre as cinco principais famílias de fundos. Cada uma delas tem uma política para a seleção dos ativos que compõem o fundo. Imagine um fundo de investimento como uma caixinha, existem caixinhas que só podem conter reais, outras caixinhas podem conter reais, dólares e algumas joias, e quando você escolhe fazer parte de uma dessas caixinhas já saberá antecipadamente a sua regra. Vamos entender essas caixinhas, aliás, os Fundos de Investimentos.

Renda Fixa

Se você quer segurança para os seus investimentos, aplicar em um fundo de renda fixa é a melhor escolha, eles direcionam no mínimo 80% dos seus investimentos em ativos de renda fixa pré-fixados ou pós-fixados. É ideal para quem tem perfil conservador e procura rentabilidade e segurança.

Multimercado

Se você pensa em diversificar seus investimentos em vários mercados, aceitando um pouco mais de risco em busca de resultados bem acima da renda fixa, Fundos Multimercados são a melhor escolha. Os Multimercados direcionam os investimentos em ações, renda fixa, câmbio, juros, commodities, mercado internacional e etc, sendo ideal para quem busca um pouco mais de risco maximizando os ganhos por meio de diversificação da carteira.

Ações

Agora se você gosta de grandes emoções, fundos de ações são o lugar certo. Aplicar em fundos de ações é sonhar grande e se expor a riscos maiores, buscando resultados maiores ainda. Direcionam cerca de 67% dos seus investimentos em ações da Bolsa de Valores. Dessa forma a rentabilidade esperada depende da valorização das ações.

Fundos Imobiliários

Já pensou em ser dono de uma parte de um Shopping Center? De um belo prédio comercial ou de uma rede de hotéis? Com o FII isso é possível! Processo muito parecido com o de compra de ações, porque os fundos são listados na Bolsa de Valores. Por lei, esse investimento é obrigado a distribuir 95% dos rendimentos que não são tributáveis e os valores caem na conta de cada investidor sem que haja retenção, além de contar com a gestão de um especialista no segmento.

Darei algumas dicas muito importantes no momento de escolher o seu fundo de investimento:


  • Peça a lâmina de informações, nela constam todas as informações essenciais, é um PDF de uma ou duas páginas, simples.


  • Analise os custos, taxa de administração e principalmente taxa de performance, prefira fundos sem taxa de performance.


  • Se tiver taxa de performance identifique o índice de referência, por exemplo, um fundo multimercado que usa como referência o CDI, é o mesmo que colocar uma Ferrari para competir com um Fusca e cobrar um valor pela diferença na pista. Fundos Renda Fixa devem usar o CDI como referência, Fundos Multimercado o IFMM, Fundos de ações o IBOVESPA, ou seja, deve-se usar uma referência de igual proporção.


  • Analise o prazo de cotização para resgate e dê preferência para cotizações mais curtas. Prazo de cotização longo além de não te oferecer uma liquidez imediata, te expõe a riscos em momentos de crise. Para você entender, se o fundo tem cotização de 30 dias e você solicita um resgate hoje, ele vai continuar oscilando por trinta dias, se o mercado estiver em queda você sofrerá a queda desses trinta dias.


  • Analise o histórico de resultados. Em investimentos costumamos dizer que “rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura”, é verdade, em partes. Dica: analise o histórico de resultados.


  • E se você quiser ser o cliente atento, peça o Índice de Sharpe, aí você manja muito! O índice de Sharpe mostra quanto o fundo dá de resultado para cada risco assumido. Exemplo: Indice de Sharpe = 2,5 (para cada 1 real de risco assumido o fundo te entregou 2,5 reais de retorno). Portanto, corra de fundos com Índice de Sharpe Negativo ou índices abaixo de 1.


  • A Volatitilidade, é uma medida de risco. Prefira fundos com maior retorno e menor volatilidade, isso se chama eficiência.


Todas essas informações encontram-se disponíveis nas lâminas dos fundos, peça antes de aplicar, leia, questione.



Tributação.


A tributação nos fundos acontece na fonte, de forma automática no momento do resgate e você não precisa se preocupar, os bancos e corretoras fazem isso para você. Caso precise resgatar os seus investimentos o valor líquido cairá diretamente em sua conta. Sua tributação é em função do prazo e realizada “somente” sobre os rendimentos.


Segue tabela regressiva de acordo com o tempo de aplicação:

  • 22,50% - Para 6 meses;

  • 20,00% - Entre 6 e 12 meses;

  • 17,50% - Após 12 e até 24 meses;

  • 15,00% - Após 24 meses;


No mais, meu conselho sincero: fundos são ótimas opções de investimentos. Diversifique. Por mais agressivo que você seja, tenha uma parte em investimentos de baixo risco, sendo conservador tenha uma pequena parte em investimentos de alto risco. A diversificação tem um poder incrível no mundo dos investimentos, minimiza os riscos e maximiza os retornos.


Boa sorte! =)

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